A Cistite Intersticial, também conhecida como síndrome da bexiga dolorosa, é uma doença crônica capaz de provocar na pessoa desde desconfortos até dores severas, que afetam a sua qualidade de vida, podendo ser impeditivo para a realização de diversas atividades cotidianas. Apesar de muitas vezes possuir fortes sintomas, a Cistite Intersticial não possui relação com outros problemas graves para a saúde.

Essa doença é mais comum entre as mulheres, e seus maiores prejuízos estão na qualidade de vida. Não há ainda um tratamento capaz de eliminar por completo essa doença, porém existem diversas ações paliativas de efeito terapêutico, ajudando a diminuir os sintomas.

Como ocorre a Cistite Intersticial?

Normalmente, quando a bexiga está cheia, os nervos da região enviam ao cérebro sinais de urgência para urinar, porém em pessoas com essa síndrome, esses sinais são confusos e, muitas vezes, sentidos como dores fortes. Por conta disso, a pessoa acaba urinando com muito mais frequência, mesmo quando a bexiga não está cheia.

É uma doença autoimune e ainda não se sabe ao certo a sua causa. Pesquisas comprovam a relação da doença com alterações no revestimento protetor da bexiga, que a deixa mais sensível a irritações advindas das substâncias tóxicas que compõem a urina. A maior parte dos casos acontece em pessoas com mais de trinta anos de idade e, nos homens está frequentemente associada a inflamação na próstata.

Quais são os sintomas da Cistite Intersticial?

Os principais sintomas são:

  • Dor na pélvis, entre a vagina e o ânus em mulheres e, em homens, entre a bolsa escrotal e o ânus;
  • Micção frequente, normalmente com pouca quantidade de urina, durante o dia e a noite;
  • Dor ou desconforto conforme a bexiga se enche ou esvazia durante a micção;
  • Dor durante a atividade sexual.

Quais são os tratamentos para a Cistite Intersticial?

Mesmo que suas causas ainda não sejam totalmente conhecidas, os tratamentos existentes têm por finalidade controlar a dor, principal sintoma da síndrome. Alguns dos principais tratamentos são:

  • Mudanças na dieta, evitando cafés, chás e bebidas gasosas, por exemplo;
  • Fisioterapia;
  • Medicações orais e locais;
  • Estimulação nos nervos da bexiga;
  • Uso de técnicas que distendem a bexiga;
  • Acupuntura;
  • Cirurgia;

Esses tratamentos porém, só são possíveis se houver uma comunicação plena entre paciente e médico, que possibilite o diagnóstico dessa doença. Muitas pessoas sentem receio ou vergonha de falar sobre determinadas dores, levando a um diagnóstico impreciso. Por isso, é muito importante que, ao sinal de qualquer sintoma, se procure um médico urologista para investigação.