Alguns homens podem apresentar ereção prolongada, onde mesmo após a satisfação sexual o pênis não entra na fase de relaxamento ou flacidez. Essa condição, chamada de priapismo, é preocupante, pois enquanto uma ereção normal dura no máximo duas horas, a prolongada acaba durando mais de quatro horas, causando desconforto, dor e constrangimento.

O quadro exige tratamento imediato, para preservar a saúde dos tecidos que compõem os corpos cavernosos do membro, dois cilindros localizados nas extremidades do pênis, que se enchem e se esvaziam de sangue durante a ereção e o relaxamento.

Quando o paciente protela o diagnóstico e o tratamento é feito tardiamente, os tecidos que são responsáveis pela ereção, principalmente o músculo liso, são substituídos por uma fibrose. Esta fibrose é um tipo de cicatriz, que pode levar à impotência sexual, caso o paciente não procure um especialista em tempo hábil.

Existem dois tipos de ereções prolongadas ou priapismos: o isquêmico e o não isquêmico.

Priapismo isquêmico e Priapismo não-isquêmico

O priapismo isquêmico, baixo fluxo ou veno-oclusivo, é o mais comum. Apresenta múltiplas causas e está associado à diminuição do retorno venoso, havendo estase vascular. A ereção é dolorosa.

O priapismo não-isquêmico, de alto fluxo ou arterial é o menos comum e é caracterizado pela elevação do fluxo arterial na presença do retorno venoso normal, contendo sangue com elevada concentração de oxigênio. Esse tipo pode ocorrer em consequência de trauma perineal ou peniano.  A ereção é indolor.

O tratamento será indicado pelo urologista, que fará exames para identificar a melhor forma de contornar o problema, seja por meio de cirurgia, medicação oral ou injeções intracavernosas. O priapismo deve ser tratado imediatamente, quando o tempo de ereção for superior a quatro horas. Caso não seja tratado adequadamente, há o risco de impotência.