O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer que mais leva os homens ao óbito no país. O Instituto Nacional do Câncer – INCA, estimou que em 2016, dos 214.350 casos de câncer no ano em homens, 61.200 seriam de câncer de próstata.  Apesar das campanhas de conscientização, há ainda um grande número de homens que não buscam fazer o exame de prevenção, o exame de próstata.

É importante frisar que, apesar do forte preconceito ainda bastante arraigado, com relação ao exame de toque retal, é de extrema importância que homens procurem o médico urologista e façam o exame. Esse exame pode diagnosticar precocemente o câncer de próstata, a ponto do especialista encontrar caminhos de tratar e curar o paciente.

Prostatectomia radical – do que se trata?

A prostatectomia radical ou prostatovesiculectomia – é a realizada como tratamento do câncer de próstata. Há diferentes formas de realizar essa cirurgia: a abdominal aberta, laparoscópica, robótica e perineal. A diferença entre elas? A abordagem. A tradicional é a abdominal aberta, mas a robótica e a laparoscópica já começam a ocupar o seu espaço. A diferença dessas últimas em relação às tradicionais: recuperação mais rápida, menor sangramento, retorno mais rápido à rotina e vantagens estéticas. Desvantagens: por se tratarem de métodos mais modernos, o acesso ainda é limitado, tanto por pacientes quanto por cirurgiões e faltam dados de longo prazo para avaliação de sua eficácia.

A remoção cirúrgica é ainda considerada por muitos, o melhor tratamento. Apesar disso, não há a garantia de que não haja complicações e mesmo sequelas. O urologista irá procurar o tratamento mais adequado a cada paciente, e caso ache recomendável, indicará a prostatectomia radical – isso depois de analisar as características do paciente, o estágio da doença e também o desejo pessoal.

A vida pós-prostatectomia

Após a remoção da próstata e das vesículas seminais, podem aparecer algumas disfunções genito-urinárias. Os pacientes podem apresentam incontinência urinária, mas que com o passar do tempo e com exercícios específicos de fortalecimento da musculatura perineal, desaparecem. Apenas uma pequena parte dos pacientes, menos de 5% precisa de tratamento específico adicional.

Uma das maiores preocupações de quem precisa se submeter a uma prostatectomia é com relação à disfunção erétil. Ela pode ocorrer sim, em maior ou menor gravidade, mas pode desaparecer totalmente em até um ano após a cirurgia. O risco da disfunção erétil acontecer está diretamente ligado à idade do paciente, ao estágio do tumor e a outros fatores como doenças associadas ou condições anteriores à cirurgia.